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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Momento Poetico : Poema do Cume

No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira.

Quando cai a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem.

Quanto cai a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce.

Quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no cume ardia!

6 Comente ai esse cabrunco:

Maurício disse...

A letra é de uma música do grande FALCÃO, faltou os créditos.

Felipe disse...

Esse poema é mais antigo que a minha vó. Foi o Falcão que se aproveitou dele.

lari disse...

Mto bom.. auhshusauhsa..

Laura Braga disse...

é...essa é velha....

mostrow disse...

esse poema foi feito por um artista de Buerarema-BA, e seu autor é desconhecido. Consta no arquivo de crônicas de Antonio Lopes, e está incompleto.

Mas o que é de domínio público, que com o público seja compartilhado!

mostrow disse...

Transcrito:

"No alto daquele cume
Eu plantei uma roseira.
O mato no cume cresce,
A rosa no cume cheira.

Na hora crepuscular,
Tudo no cume aparece:
Vaga-lumes no cume brilham,
Cobra no cume padece.

Quando cai a chuva fina,
Salpicos no cume caem.
Lagartos no cume entram,
Abelhas do cume saem.

Quanto cai a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce.

Mas depois que a chuva cessa,
Ao cume volta a alegria.
Voltando a brilhar depressa
O sol que no cume ardia.

No cume da minha serra
Eu plantei uma roseira
Quanto mais as rosas brotam
Tanto mais o cume cheira.

À tarde, quando o sol-posto
O vento do cume adeja
Vem travessa borboleta
E as rosas do cume beija.

Mas se as águas vêm correndo
E o sujo do cume limpam,
Os botões do cume abrem
E as rosas do cume brincam.

Tenho por certeza agora
Que no temo de tal rega
Arbusto por mais mimoso
Plantado do cume pega.

Vem porém o sol ardente
Seca logo a catadupa
O mesmo sol a terra abrasa
E as águas do cume chupa.

A rosa do cume fica
No mais alto da montanha
A rosa do cume pica
A rosa do cume arranha.

As rosas do cume espreitam
Entre folhagens d’além
Trazidos na fresca brisa
Os cheiros do cume vêm.

No cume duma montanha
Tenho um olho d’agua à beira
È uma água tão cheirosa
Que a multidão ansiosa
O olho do cume cheira”.