Momento Poetico : Poema do Cume

No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira.

Quando cai a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem.

Quanto cai a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce.

Quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no cume ardia!
2leep.com

6 comentários:

  1. A letra é de uma música do grande FALCÃO, faltou os créditos.
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  2. Esse poema é mais antigo que a minha vó. Foi o Falcão que se aproveitou dele.
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  3. esse poema foi feito por um artista de Buerarema-BA, e seu autor é desconhecido. Consta no arquivo de crônicas de Antonio Lopes, e está incompleto.

    Mas o que é de domínio público, que com o público seja compartilhado!
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  4. Transcrito:

    "No alto daquele cume
    Eu plantei uma roseira.
    O mato no cume cresce,
    A rosa no cume cheira.

    Na hora crepuscular,
    Tudo no cume aparece:
    Vaga-lumes no cume brilham,
    Cobra no cume padece.

    Quando cai a chuva fina,
    Salpicos no cume caem.
    Lagartos no cume entram,
    Abelhas do cume saem.

    Quanto cai a chuva grossa
    A água do cume desce
    O barro do cume escorre
    O mato no cume cresce.

    Mas depois que a chuva cessa,
    Ao cume volta a alegria.
    Voltando a brilhar depressa
    O sol que no cume ardia.

    No cume da minha serra
    Eu plantei uma roseira
    Quanto mais as rosas brotam
    Tanto mais o cume cheira.

    À tarde, quando o sol-posto
    O vento do cume adeja
    Vem travessa borboleta
    E as rosas do cume beija.

    Mas se as águas vêm correndo
    E o sujo do cume limpam,
    Os botões do cume abrem
    E as rosas do cume brincam.

    Tenho por certeza agora
    Que no temo de tal rega
    Arbusto por mais mimoso
    Plantado do cume pega.

    Vem porém o sol ardente
    Seca logo a catadupa
    O mesmo sol a terra abrasa
    E as águas do cume chupa.

    A rosa do cume fica
    No mais alto da montanha
    A rosa do cume pica
    A rosa do cume arranha.

    As rosas do cume espreitam
    Entre folhagens d’além
    Trazidos na fresca brisa
    Os cheiros do cume vêm.

    No cume duma montanha
    Tenho um olho d’agua à beira
    È uma água tão cheirosa
    Que a multidão ansiosa
    O olho do cume cheira”.
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